quarta-feira, 25 de maio de 2011

quem é amigo?? quem é?? o PS!!


Pessoal, no próximo dia 29 de Maio vamos até ao Sea Life, fazemos um piquenique, mas atenção cada um traz o seu farnel e no final gramamos um comício do PS com o nosso estimado e bem amado líder José Sócrates.

A malta do PS trata de tudo: oferece bilhetes e transportes. Ok? Bora lá?

Ahh!! E não se fala mais do lanchinho que eles deram aos imigrantes que foram até à Praça do Giraldo em Évora, porque esses já foram dispensados e ninguém sabe por onde eles andam agora.




imagem tirada daqui


terça-feira, 24 de maio de 2011

parabéns Sr Zimmerman - 70 aninhos


Robert Allen Zimmerman nasceu no dia 24 de Maio de 1941 nos Estados Unidos. Faz hoje 70 anos.
Para mim e certamente para muita gente este nome não diz nada.

Mas a coisa muda radicalmente de figura quando se menciona o pseudónimo inspirado no poeta britânico Dylan Thomas, com que o tal Robert Zimmerman ficou para a história: Bob Dylan.

De personalidade reservada, parece um cigano de ar enigmático, desalinhado e cabelo revolto. As letras de natureza política e crítica social, a sua voz rouca e quase desafinada, tornaram-se emblemáticas.

Editou o seu primeiro álbum em 1962 - Bob Dylan - e o seu mais recente trabalho é de 2009 - Christmas in the heart - um álbum dedicado ao Natal, apesar de o cantor norte-americano ser judeu.

A canção Knockin' on Heaven's Door é uma das minhas preferidas.
Este tema pertence à banda sonora, totalmente composta por Bob Dylan, do filme Pat Garret and Bily the Kid de 1973, onde o próprio Dylan actua.



o estado social de Sócrates


Para contrapor Pedro Passos Coelho, o Africanista de Massamá, Sócrates oferece a multiculturalidade e diversidade dos países de origem dos seus apoiantes nos comícios: moçambicanos, cabo-verdianos, paquistaneses, indianos e chineses. E no fim ainda oferece um lanchinho.
É um porreiraço este Socrates.



segunda-feira, 23 de maio de 2011

uma muçulmana despe-se


Provavelmente já não poderá voltar mais para uma comunidade muçulmana.
Para uma religião conservadora relativamente às vestes femininas, que pode entender até como uma ofensa o não uso dos véus islâmicos e que considera como uma fonte de desejo os cabelos soltos e os ombros destapados, a modelo turca de 25 anos, Sila Sahin arriscou-se.
Foi a primeira mulher muçulmana a posar nua para uma revista masculina, a versão alemã da Playboy.
A consequência directa foi o afastamento e o corte de relações da família com a modelo.

Segundo a própria Sila, ela encara estas fotografias como um manifesto, uma forma de libertação à repressão que sentiu por ter que usar véus e pela falta de autonomia relativamente ao uso do seu corpo.

Com a publicação deste número, a revista Playboy fez mais pela libertação e valorização das mulheres muçulmanas relativamente ao uso forçado de véus islâmicos do que a lei francesa que impõe cegamente e sem respeitar o direito de escolha individual, a sua proibição.

sábado, 21 de maio de 2011

uma música para o fim de semana - Tim


Quando por vezes o meu espírito reclama paz e tranquilidade, recorro frequentemente a esta música.

Quer o tema, quer o álbum a que ele pertence chama-se Braço de Prata e é o terceiro trabalho a solo de Tim. Foi lançado em Novembro de 2008.
Apreciem :)




terça-feira, 17 de maio de 2011

Grande Ecrã - Pina


Texto previamente publicado na revista de artes online Textualino


Dance, dance, otherwise we are lost.
Pina Bausch


Pina Bausch entrou um pouco por acaso na minha vida ao ver uma dança sua nos Encontros Acarte da Gulbenkian em 1989.
Foi em 1994, numa associação entre Lisboa - Capital Europeia da Cultura e a Gulbenkian, mais uma vez através dos Encontros Acarte e já bem mais consciente da importância dela e do seu trabalho que assisti às suas obras mais emblemáticas: Café Müller, Kontakthof e Sagração da Primavera.
Voltaria a reencontrá-la precisamente há dois anos atrás em 2008 no CCB no Festival Pina Bausch.




A dançar é delicada, quase débil e muito espectral com os seus longos braços e corpo longilíneo. Fora dos palcos, o seu rosto tinha aspecto triste e ar distante, quase vazio. Era reservada, tímida e introspectiva.
Philippine Bausch, Pina Bausch para o mundo, nasceu a 27 de Julho de 1940 e morreu a 30 de Junho de 2009, com 68 anos, cinco dias após lhe ter sido diagnosticado um cancro do pulmão, fruto certamente dos cigarros que invariavelmente se fazia acompanhar.

Pina Bausch dançou a vida, o quotidiano com os seus objectos e os sentimentos e emoções que o acompanham.
Na sua dança encontramos o amor, a solidão, a nostalgia, a alegria, a necessidade. Tudo aquilo por que uma vida humana se pauta.
Era através da observação das actividades diárias, do comportamento humano que muitas vezes ia buscar inspiração para as suas obras.

As suas coreografias escapavam e quebravam os cânones da dança. É uma dança fragmentada, teatralizada, nervosa, frequentemente obsessiva, com gestos repetidos vezes sem conta.
É uma dança onde tudo serve para o bailarino se exprimir, onde nada parece ter sido deixado ao acaso.
Até a respiração dos bailarinos parece ter um propósito e não apenas um resultar da exigência física da dança em si própria.
À energia súbita e repentina são frequentemente contrapostos os silêncios e as pausas.
Utilizava o corpo dos seus bailarinos não só como o natural instrumento de dança mas também como uma tela cujas formas devem ser expostas e/ ou sugeridas.

Através de Wim Wenders e de Pina, entramos profundamente, não na vida de Pina Bausch - Wim Wenders mantém a reserva da privacidade que lhe era tão cara - mas sim na sua obra.
Este projecto estava planeado para ser feito conjuntamente entre a coreógrafa e o realizador, mas com a morte desta, Wim Wenders hesita na continuidade dele, mas tendo-o retomado a pedido da família e amigos de Pina Bausch.

Na ausência da mentora do Wupperthal Tanztheater, são os bailarinos da sua companhia que nos mostram e nos introduzem na sua obra ao fazerem apresentação deles enquanto bailarinos e ao descreverem experiências e contactos que tiveram com ela.
Percebemos que Pina Bausch era uma mulher de poucas palavras, enigmática, afectuosa, atenta e capaz de dizer a palavra certa na altura certa.

Através da câmara de Wim Wenders entramos e tornamo-nos, sem no entanto o invadirmos, íntimos do mundo de Pina Bausch.
Um mundo belo, tenso e intenso. Um mundo feito de quotidiano, de movimento e de palavras.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

eu não sou de intrigas...


... mas diz-ze que Sócrates tem tido bons resultados nas urnas porque é o único com experiência para enterrar Portugal.