quarta-feira, 23 de março de 2011
Elizabeth "Cleopatra" Taylor
Um dos rostos mais bonitos do cinema morreu hoje com 79 anos
Para mim, Elizabeth Taylor será sempre Cleopatra.
Para mim, Elizabeth Taylor será sempre Cleopatra.
terça-feira, 22 de março de 2011
Artur Agostinho
Muito querido pelo povo português, sportinguista e dono de um sorriso fácil, Artur Agostinho era um comunicador por excelência. Foi jornalista, radialista, comentador de futebol, escritor, apresentador e actor de cinema e televisão.
Entre os vários filmes em que participou destacam-se os conhecidos Capas Negras, O Leão da Estrela e O Pátio das Cantigas.
Dirigiu o jornal desportivo Record durante os anos de 1963 a 1974 e para o qual ainda escrevia crónicas.
Através da sua voz e dos seus relatos Portugal conheceu as emoções da selecção nacional no mundial de 1966 em Inglaterra.
Fundou e dirigiu a agência de publicidade Sonarte.
Recebe a Ordem de Sant'Iago da Espada em finais de 2010 pelas mãos do Presidente da República Cavaco Silva.
Nasceu no dia de Natal de 1920 e morreu hoje com 90 anos.
segunda-feira, 21 de março de 2011
um poema de Alberto Caeiro (dia mundial da Poesia)
Fascina-me a diversidade da sua personalidade que o levou a desdobrar-se em vários poetas. Cada um deles com personalidades, biografias e estilos literários bem diferentes entre si.
Entre os principais heterónimos criados, Alberto Caeiro destacou-se e aproximou-se de mim de uma maneira muito diferente dos restantes.
Atraía-me a simplicidade da sua linguagem, a sua maneira inocente e descomplexada de ver e sentir o mundo. Era o poeta do bucolismo, do paganismo, da natureza, dos sentidos e das sensações. Rejeitava a filosofia, aceitava e encarava a morte como algo natural.
Vivia o dia a dia despreocupadamente, sem pensar o futuro, as causas ou o porquê das coisas.
“pensar é não compreender”
“Eu não tenho filosofia, tenho sentidos…”
De acordo com a biografia Fernando Pessoa lhe atribuiu, Alberto Caeiro da Silva nasceu em Lisboa a 16 de Abril de 1889 e morreria na mesma cidade em 1915. Morreu jovem, de tuberculose, com 26 anos.
Sem profissão, tinha apenas a instrução primária. Os seus pais morreram cedo e viveu quase toda sua vida no campo com uma tia avó.
Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o próprio Fernando Pessoa assumem-se como seus discípulos.
Hoje, no dia mundial da Poesia, substituo o ortónimo Fernando Pessoa pelo heterónimo Alberto Caeiro e celebro este dia com um dos seus poemas mais bonitos e também um dos que melhor espelham a sua personalidade e (a não) filosofia de vida.
Quando vier a Primavera
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
texto publicado na revista de artes online Textualino
domingo, 20 de março de 2011
Grande Ecrã - Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau)
Fui ver Os Agentes do Destino por dois motivos: por se basear num conto escrito por Philip K. Dick e de alguma maneira ter a expectativa de encontrar um filme de ficção científica que tivesse a dinâmica e envolvência de Inception.Sou fã deste escritor norte americano de ficção científica. Tenho vários livros dele e vi várias obras suas adaptadas ao cinema. Os superiores Total Recall, Minority Report e Blade Runner e os razoáveis Next e Paycheck.
Os Agentes do Destino é um filme fluído e agradável de ver.
Tem uma narrativa dinâmica e consegue prender a nossa atenção.
É uma história de amor que acontece num mundo onde a vontade própria e o livre arbítrio é negado ou pelo menos condicionado em nome de um Plano superior que supostamente existe para protecção da própria humanidade. Qualquer desvio a este Plano terá que ser corrigido pelos Agentes do Destino.
O senador David Norris (Matt Damon) e a bailarina contemporânea Elise Sellas (Emily Blunt), ambos em ascensão nas suas áreas de intervenção, parecem alguma maneira escapar sistematicamente a este Plano e às necessárias correcções. Quer por intervenção do acaso, quer por força da sua vontade própria contrariam aquilo que foi escrito para eles.
O final é o esperado. O amor e a força de vontade vencem. Não sei como acaba o livro em que se baseou para escrever este argumento, mas certamente que George Nolfi - que também se estreia como realizador - podia ter pensado em algo mais imaginativo e convincente.
O casal do filme Matt Damon/ Emily Blunt funciona muito bem.
Damon como o promissor e jovem senador cumpre e está ao nível do que se espera.
Emily Blunt talvez seja o melhor do filme. Compõe uma bailarina simpática e muito espontânea, trazendo frescura e emoção ao filme.
Os Agentes do Destino é um filme que vale a pena ver. Não é deslumbrante, mas está longe de desiludir.
Compará-lo com Inception, nem de longe nem de perto. Perde em toda a linha. Talvez até nem seja justo fazê-lo.
uma bela Lua Cheia II
A propósito da Lua Cheia de ontem coincidir com o seu perigeu, a APOD de hoje traz esta incrível fotografia da lua mesmo por cima do Partenon em Atenas, Grécia.
A explicação pode ser lida em inglês aqui e para quem estiver interessado nos detalhes técnicos da fotografia como o equipamento e a exposição utilizada, pode encontrar esses dados também em inglês aqui.
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