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terça-feira, 2 de agosto de 2016

um Papa inteligente???!!



Detesto concordar com um Papa, especialmente pensar que são inteligentes. E tenho que concordar que este é um dos poucos que mostra que tem alguma, o que é raro nos papas em particular e na igreja em geral.


Hoje apanhei esta reflexão do Papa Francisco no Observador:

O Papa Francisco considerou que “não é justo” identificar o Islão com a violência, e disse que o terrorismo é da autoria de “grupos fundamentalistas”, que são minorias. Durante o voo de regresso a Itália, após quatro dias na Polónia a presidir às Jornadas Mundiais da Juventude, o líder da Igreja Católica defende que “os muçulmanos não são todos violentos“. O autoproclamado Estado Islâmico, esse sim, é que “se apresenta como violento”.

“Uma coisa é verdade: em quase todas as religiões há sempre um pequeno grupo fundamentalista. Também nós os temos“, disse o Papa Francisco. “Todos os dias, quando abro os jornais, vejo violência em Itália, alguém que mata a namorada, outro que mata a sogra. E são católicos batizados. Se falo de violência islâmica, também tenho de falar da violência cristã“, sublinhou.

Questionado novamente sobre o assassinato de um padre em França, o Papa Francisco insistiu que “não se pode dizer, não é verdade e não é justo dizer que o Islão é terrorista“.


Há sempre quem se esqueça que durante Idade Média em vários países da Europa, em quatro a cinco séculos, a dita Santa Inquisição matou milhares de pessoas.
Em Portugal foram cerca de trezentos anos de terrorismo cristão. Instituída oficialmente em 1536 (sec XVI) e acabou oficialmente em pleno século XIX, em 1821.
Se esta gente tivessem acesso a bombas, metralhadoras, aviões e a carros armadilhados, nem imagino o que em mais de quatrocentos séculos de existência, a carnificina que estes iluminados de Deus teriam feito em seu nome.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

contra a lapidação, contra o Islão e anti-Irão




Li este post no blog Arrastão. Não pude deixar de pensar nele.
A lapidação é praticada não só no Irão mas pelo menos também na Nigéria, Arábia Saudita e Sudão. Mas certamente que esta triste lista continua.
Como prática, é absolutamente primitiva e criminosa. Intolerável nos dias de hoje.

Não sou defensor de nenhuma religião em particular, mas se fosse, talvez alinhasse pela equipa do Budismo. Feita esta ressalva, vou continuar.
Na essência o Islão é mal compreendido e mal amado. Faz sentido, se considerarmos a violência que regra geral acompanha esta religião na maior parte das notícias que nos chegam.
Mas temos que ir além das notícias, além do que é mostrado. Se tal não o fizermos, é legítimo pensar que a religião cristã é pedófila e defende a pena de morte. É só associarmos os escândalos que surgiram nos últimos meses nos meios de comunicação e que ainda têm algum eco na opinião pública, e a pena de morte que é praticada em países maioritariamente cristãos como por exemplo os EUA.
Esta associação directa não é justa para a Igreja Cristã, tal como não o é para o Islão.

O que acontece, é que se faz confusão entre o Islão moderado e extremista. Não é o Islão que pratica a lapidação mas sim o Islão extremista que o faz.
O próprio mundo muçulmano está contra este acto e está unir-se relativamente a este ponto.
De notar que a lapidação não consta do Alcorão. Este é o grande argumento que o Islão invoca para repudiar a lapidação.
É uma prática pré-islâmica que é advogada na Tora, o livro sagrado da religião judaica.
Foi introduzida na Sharia, a lei islâmica, pelos "ahadith". Os ahadith são leis que são baseadas em episódios da vida do Profeta ou nos seus conselhos, não podendo nunca contradizer o Alcorão.
De acordo com esta fonte o Profeta recusa a lapidação e desencoraja esse acto. É só confrontado com pedidos insistentes que relutantemente o aceita.
É neste ponto, neste hadith (singular), que os fundamentalistas muçulmanos se baseiam para praticar como castigo do adultério a lapidação.
Segundo estudiosos do Islão, é uma lei que resulta de uma interpretação forçada, polémica e longe de ser consensual de um episódio da vida de Maomé.

Esta manifestação, este protesto que irá acontecer no próximo sábado tem mais saias que um vestido da Nazaré.
Será uma manifestação contra a lapidação mas acessoriamente contra o Islão, contra os muçulmanos e ainda com uns laivos anti-Irão per si.
Diga-se em abono da verdade que o Irão e o seu presidente Mahmud Ahmadinejad têm sido granjeados com uma forte antipatia ocidental com particular destaque para os EUA.
E decorrendo em várias cidades em simultâneo até dá uma mãozinha a Obama nesta questão...