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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ao meu dono


Olá Dono :)

Faz hoje um ano que parti :(. Foi muito difícil para ti mas fizeste bem deixares-me ir. Aquela coisa feia eu que tinha dentro do meu focinho não me deixava respirar e não me deixava dormir. Dormia e respirava muito mal e muitas vezes só melhorava quando estavas comigo.
Já andava muito cansado e era para mim difícil levantar e andar. Além que já estava surdo e já não ouvia a tua voz.
Passei quinze anos ao teu lado :))).

Agora estou num sítio muito bonito, o Céu dos Cães. Tenho grandes prados para correr, erva para comer e cheirar, muitas árvores para alçar a minha pata, paus para agarrar e montes de gatos e outros cães para brincar.
Ah, e também tenho bué de bolas de todos os tamanhos e feitios para correr e saltar atrás delas. Algumas têm apitos. Tão fixeeeee!!!

Sabes, encontrei um menino que há muitos anos não via e com quem gosto muito de brincar. Não pára quieto :))). Às vezes eu quero dormir e ele está sempre acordar-me para brincar tal como tu fazias quando eu era cachorro. Também encontrei o avô Joaquim e a avó Bé.
Ainda continuam a dar muitos mimos, "bifes" e faço-lhes muitas festas.
Eu tomo conta deles e eles de mim. Estamos todos juntos.


Sei que muita vezes pensas em coisas que me fizeste. Quando perdias a paciência comigo, quando me ralhavas e te zangavas comigo, ou ainda quando me davas comer que eu não gostava e eu me fazia difícil para comer.
Não te preocupes com isso dono, não estou chateado ou aborrecido contigo por essas pequenas coisas. O meu coraçãozinho de cão não sabe o que essas coisas. Isso de estar chateado contigo não existe.
Para mim o que importava eram as tuas festas, poder estar ao teu lado, brincar contigo, abanar a cauda quando chegavas e ajudar-te a passar os momentos maus que de vez em quando tinhas.


Gostei de ver o teu rosto enquanto e sentir a tua mão no meu focinho, no meu último dia contigo enquanto os meu olhinhos se fechavam e o meu coração parava suavemente.
Agradeço-te tudo quanto me deste e quanto fizeste por mim. Teres estado sempre ao meu lado.

Hoje sentes ainda mais a minha falta e estás muito triste por não estar aí contigo. Não fiques dono, estou num sítio bonito e sem tu saberes, sem tu veres, eu  vou muitas até aí para ver como tu estás e saber se estás a portar bem.

Mando-te uma fotografia de nós dois. Estava muito feliz aqui, eu estava com o meu dono. A pessoa que eu mais gostava no mundo.




Auf, auf
Thor


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Miles





Diz-se que para esquecer - eu diria suavizar - a perda de um grande amor é arranjar outro grande amor.
Foi o que fiz.

O primeiro amor recebi-o com mês e meio, o segundo adoptei com cinco meses.
O primeiro amor partilhou quinze anos da minha vida, o outro grande amor já vai na segunda semana.
O primeiro era grande e branco e dourado, o novo é pequeno e cinzento e preto.

O primeiro amor enchia-me a carpete de pelos, o segundo arranha-a.
O primeiro amor queria sempre festas, este só quer quando lhe apetece.
O primeiro amor morreu em Setembro, o novo estava a nascer.

O primeiro amor ladrava, este mia.

O primeiro amor chamava-se Thor e era um cão maravilhoso, o segundo chama-se Miles e é um gato espectacular.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Thor


Quando olho para trás, para os meus últimos quinze anos, tudo mudou. Não houve nada que se tivesse mantido constante e estável. Mesmo aqueles projectos e pilares de vida que pensamos que são para... a vida. Excepto ele.
Quando tudo caiu ele esteve sempre lá. Ficou preocupado e ansioso quando chorei e desesperei, brincou e ficou feliz comigo quando a minha alma andava primaveril e jovial.
Sabia aquecer e curar o meu coração (e o dos outros) quando ele andava frio e magoado. Cheguei a ir para casa na necessidade de o ver. Partilhei com ele segredos que mais ninguém conhece. Abracei-o como abracei pouca gente.

Não ladrava muito, mas "falava" imenso e expressava-se como poucos.
Falava com as imensas vocalizações que fazia. Falava com as patas, com os seus olhos castanhos (os mais doces e meigos do mundo), na maneira como levantava as orelhas. Falava quando punha o seu focinho nas pernas e nos joelhos ou como nos pedia festas (nunca eram as suficientes) e onde queria que elas fossem feitas. Fixava a sua atenção em nós e tentava perceber-nos.

Era um cão que tanto precisava de companhia como fazer companhia.
Personalidade meiga, delicada e paciente - mas nem sempre - mas muito teimoso e determinado. Sabia o queria e muitas vezes conseguiu o que pretendia e tinha uma deliciosa capacidade quase exasperante de se colocar e atravessar no nosso caminho e das portas.
Adorava a sua cama e a sua manta e ficava absolutamente maluco com bolas. Fossem elas grandes ou pequenas, saltassem ou não. E se tivessem um apito...
Ao longo da sua vida de quinze anos suportou a dor e o incómodo físico de uma maneira que frequentemente me perguntei como seria possível.
Muitas vezes olhei para ele tentando perceber se era verdadeiramente um cão. Se lá dentro dele morava uma alma de cão, ou se algo ou alguém teria insuflado mais do que isso dentro do seu ser.

Thor, o meu cão, foi uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Foi ele quem partiu ontem à noite.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Grande Ecrã - Thor



Quem me conhece sabe que gosto de mitologias e entre elas a nórdica.
E quem me conhece sabe também que o meu cão se chama Thor. A outra opção para o seu nome seria Zeus.
Assim, entre o deus grego dos trovões e o seu homólogo nórdico, optei pelo segundo.
Esta foi a principal razão pela qual fui ver Thor, pelo meu cão :).


Na verdade Thor é um filme que é fácil de ver. Não exige muito de quem o vê.
É dinâmico, tem cenários grandiosos e tem acção que ajuda a prender a nossa atenção. É pleno de fantasia, pródigo em efeitos especiais e um par de actores cujos nomes por si só atrai gente a uma sala de cinema.

Aborda a amizade e a lealdade como valores a ter em conta e que no fim a traição acaba por ser castigada. O bem triunfa sobre o mal e ainda arranja espaço para o previsível amor entre Thor e Jane que certamente será desenvolvido numa quase certa sequela.

Dos actores, Chris Hemsworth (Thor) com o principal papel e com um corpo e aspecto de lutador de wrestlermania não é ofuscado pelos oscarizados Natalie Portman (a astrofísica Jane Foster) e Anthony Hopkins (Odin, o pai de Thor) que não deslumbram mas cumprem facilmente a sua obrigação, apesar de Tom Hiddleston de conseguir ir um pouco mais além como o perfídio Loki, irmão de Thor.

Thor vem na linha de um conjunto de filmes que pretendem continuar a trazer para o cinema a constelação de herois que a Marvel criou.
Homem de Ferro, Homem Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men são alguns dos que já foram lançados e todos com sequelas garantidas.
Para breve e ainda dentro do universo Marvel aguarda-se com expectativas Capitão América e Avengers.

Com quase duas horas de duração,Thor é um bom filme de entretenimento e um bom filme de fim de semana.