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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Grande Ecrã - Harry Potter e os Talismãs da Morte (parte 2)


Já que tinha visto a primeira parte, lá fui gastar o meu dinheiro com a segunda parte dos Talismãs da Morte de David Yates, o filme que conclui a saga Harry Potter.
É natural que para quem seguiu e suspirou por cada filme de Harry Potter, o fecho desta saga, uma das mais longas do cinema, irá provocar um vazio bem grande. Tipo "e agora o que vou ver?"

Para quem gosta dos universos de fantasia, eu diria que o melhor ainda está para vir e está previsto para o final do próximo ano, o regresso de Peter Jackson (realizador da espectacular trilogia do Senhor dos Aneis) à Terra Média com a realização de Hobbit, um filme também ele dividido em duas partes.

Relativamente à primeira parte dos Talismãs da Morte, este filme apenas acrescenta acção e grandes efeitos especiais, o que já é bom. Mas o resto mantém-se. A fantástica fotografia do português Eduardo Serra, Daniel Radcliffe (que nunca devia ter crescido!) continua artificial no papel de HP e Emma Watson mantém-se a mais credível do trio de amigos.
Se há personagem que marca esta saga, que verdadeiramente trouxe valor acrescentado, que se manteve sempre fabulosamente dúbio e complexo em jogos de olhares e expressões que revelavam mais que os seus diálogos, foi Alan Rickman no Professor Severus Snape. Percebe-se (mal) que seja Radcliffe a marcar esta saga mas será Snape o grande fio condutor da trama de Harry Potter.

Vai ser curioso verificar se Daniel Radcliffe irá conseguir libertar-se do sufoco que dez anos a vestir a pele de Harry Potter provocam.
Acredito que Emma Watson o fará sem problemas, Rupert Grint talvez, mas Radcliffe....

E digam lá o que disserem, o final do filme é completamente intragável.
Basicamente após dez anos e oito filmes depois, será que não haveria melhor forma de o círculo se fechar???




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Grande Ecrã - Harry Potter e os Talismãs da Morte (parte 1)

É difícil escrever sobre uma saga que nunca me fascinou.
Quando fui ver em 2001 Harry Potter e a Pedra Filosofal, não sendo um grande filme até gostei. Gostei do universo criado de Hogwarts, dos putos que iriam tornar-se futuros feiticeiros.
E isto levou-me a ir ver o segundo filme - Harry Potter e a Câmara dos Segredos.
Já este não trouxe muito mais que o primeiro. E deixei de seguir a saga já que não sou fã deste tipo de ambientes e cinema. Ocasionalmente fui vendo um ou outro na televisão.

Agora fui ver o Harry Potter e os Talismãs da Morte (parte 1). Já que tinha visto os dois primeiros, porque não ver os dois últimos?
De todos os que vi, ou fui vendo, este é o que menos me atraiu. Senti a “falta” do ambiente escolar de Hogwarts. Da sua magia e da sua dinâmica visual.
Claro que os Talismãs da Morte (parte 1) é um filme de introdução ao “grande finale” que acontecerá com a segunda parte em Julho de 2011, sendo portanto tendencialmente mais cerebral e pouco emotivo.

Gostei muito do ambiente do filme que o director de fotografia, o português Eduardo Serra criou. Obscuro, com a luz quase ausente de todo o filme a transmitir bem a gravidade dos tempos que se vivem e a necessidade de proteger a esperança (Harry Potter).
Gostei menos da ideia de carregar o horcrux ao pescoço com a alteração de personalidade de quem o carrega – muito Frodo, muito Senhor do Anéis – pouco subtil, assim como o saltar de lugar em lugar - faz lembrar Jumper - de paisagem em paisagem ao longo do filme. Sem lógica aparente, apenas porque sim.
Daniel Radcliffe parece perdido no papel. Sem garra nem convicção. Amorfo.
Os diálogos são mastigados e pouco incisivos.
Os arrufos de ciúmes adolescentes que vão surgindo aqui e ali, entre as três personagens de sempre, também não ajuda muito.

Para os seguidores, apreciadores e indefectíveis será certamente um bom filme. Pessoalmente, foi um filme algo entediante, linear, previsível e sem emoção.
De qualquer maneira, tenciono ver a parte dois. Só para gastar dinheiro.