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domingo, 10 de fevereiro de 2013

celebrar um dia de inverno


Está um dia muito bonito.
Chove, mas não intensamente. Está vento, mas não muito forte. Sente-se que está frio, mas não dentro de casa. O céu está todo cinzento, mas não carregado de escuro.
As janelas estão embaciadas, mas permite ver difusamente o que se passa lá fora.

Vejo o verde da relva intenso e os meus quatro pinheiros estão forrados a castanho escuro no lado em que a chuva bate directamente na casca dos troncos. Vejo as copas das árvores a abanar gentilmente.

Acabei de comer pão acabado de fazer na máquina e ao meu lado tenho o meu copo de leite de soja vazio, mas ainda quente ao toque.
O Miles está sentado a olhar para mim e o Mahler está a dormir encostado à bateria do pc a aproveitar o calor que dela irradia. A cauda dele abana suavemente quase imperceptivelmente. Ambos estão ao alcance da minha mão para uma festa.

Naturalmente a música está presente. Para estes dias gosto de escolher jazz lento, lírico, reflexivo. Usualmente vou buscar uma formação muito clássica de jazz. Piano, contrabaixo, bateria.
Gosto muito do trompete mas a minha colecção é variada neste tipo de trio. Oscar Peterson, Bill Evans, Keith Jarret, Tord Gustavesen, Stefano Bolani e Benedikt Jahnel são alguns dos nomes que poderão tocar na minha sala até ao final do dia.

Chamei ao palco da minha sala em primeiro lugar a minha mais recente aquisição, o trio do pianista (e matemático) alemão Benedikt Jahnel.
O contrabaixista, António Miguel, é espanhol e o baterista, Owen Howard, é canadiano.
Eles vão tocar Equilibrium.
Suave, delicado. Fluido. Evocativo. Cheio de serenidade. Cheio de silêncios. Que são sagrados... :)





Entretanto o Mahler continua deitado sobre a bateria do pc e o Miles anda pela casa a falar sozinho. O vento parou.